18 de outubro de 2018

Com data agendada para vir ao Brasil, Purple Disco Machine nos conta um pouco sobre suas produções O alemão fará uma pequena turnê pelo Brasil no final de Novembro

Você pode não estar reconhecendo pelo nome, mas com certeza, já ouviu “Dished (Male Stripper)” – faixa que atualmente já acumula quase 4 milhões de transmissões no Spotify – em algum set por aí. Tino Piontek, nome por trás de Purple Disco Machine, anda conquistando uma legião de fãs ao redor do mundo.

Desde 2009, com um som inovador – conhecido como “Deep Funk” – o alemão, já acumulou inúmeras conquistas, embora tenha sido o sucesso de 2013, “My House“, na OFF Recordings, que realmente impulsionou o Purple Disco Machine a novos patamares; aterrissando em primeiro lugar na tabela Deep House do Beatport e, em seu pico, terceiro lugar em geral. A faixa continua a ser um dos melhores vendas da Beatport e o Tino ocupa o 18º lugar na tabela de tempo dos Top 100 Artistas.

Provando que ele não era um artista de um único sucesso, o nativo alemão trabalhou arduamente com uma série de faixas originais e clássicas, além de seus remixes para artistas super renomados no mundo da música como: Gorillaz, Jamiroquai, Two Door Cinema Club, New Order, Martin Waslewski, Claptone, Tom Odell, Eli Escobar, Faithless, Seeb, Ekkah, Alex Metric, L’Tric, Hercules & Love Affair, Blonde e muitos outros.

Atualmente, seu single “Dished (Male Stripper)“, bombou nas plataformas digitais e em festivais – tornando-se uma música indispensável em diversos sets e clubes. E com diversas novidades a caminho, Purple Disco Machine já possui uma data para vir ao Brasil: do dia 29 de Novembro até 01 de dezembro, Tino fará o público brasileiro apaixonar-se por ele.

Aproveitando a novidade, batemos um papo com Purple Disco Machine, confira a seguir:

Dished (Male Stripper)” está indo muito bem em todo o mundo. Como você se sente com isso? E como você compara essa faixa as demais produções que você lançou ao longo da carreira?

Obrigado. Estou absolutamente encantado com o quão bem “Dished” está funcionando. Agora é a maior faixa de sucesso que já tive no Reino Unido, onde está na estação de rádio nacional, lista de reprodução diurna da BBCR1, o que é incrível. No México, também está ficando louco e no Top 20 do Shazam. Na França, Alemanha e Itália, meu lançamento anterior, “Devil In Me“, também foi um grande sucesso de rádio e alcançou as paradas nacionais. O mais louco é que eu produzi “Dished” para ser outro clube e faixa de festival para a temporada de verão, como “Body Funk” no ano anterior. Nunca havia planejado como hit de rádio! No entanto, por mais que eu goste de minhas músicas alcançando o máximo de pessoas através de rádios e streaming, eu também sei que meus fãs principais são clubbers e outros DJs, que resultam em um nível alto nas paradas do Beatport e Traxsource, como também sendo tocadas por outros DJs na rádio de dance, podcasts, em clubes e festivais. Tudo isso, é igualmente muito importante. Espero poder continuar agradando os dois lados.

Podemos ver que você está em turnê, então como anda sendo sua temporada de verão? Você esteve tocando em grandes festivais como o Tomorrowland, por exemplo. Como foi?

Eu não posso negar, tem sido uma temporada de turnê cansativa este ano. A maioria das semanas são 5 shows desde maio. Então eu não vejo a minha família o tanto quanto eu gostaria. Mas depois de todos esses anos, é adorável ter a atenção que os registros de sucesso trazem. Eu não posso reclamar. Eu escolhi esta vida! Eu toquei em muitos grandes festivais este ano, mas o Tomorrowland realmente ficou na memória. Eu toquei no Glitterbox Stage, que foi a primeira residência deles no festival também. A produção e hospitalidade no festival é incrível e tudo veio junto com uma grande multidão, clima quente e os brilhantes dançarinos do Glitterbox que animaram a multidão e fizeram um show tão bom. A música também era um efeito especial haha. Vocês podem ouvir o meu set que gravamos lá, inclusive.

E você deve ter muitas influências. Mas de onde você tira suas inspirações? Especialmente nas suas últimas produções!

Eu sou um amante de soul, funk, disco e house music. Eu chamo meu estilo de “contemporary disco” (discoteca contemporânea). Eu apenas tento fazer música para 2018 e o futuro é inspirado pelos sons clássicos que me influenciaram, mas com um toque moderno. Recentemente, em minhas produções, eu me afastei do clássico disco de 1970 e dos boogies de 1980 e explorei o legado de Italo Disco/hi-NRG, que também era uma parte tão importante da disco. Tanto “Body Funk” quanto “Dished” deliberadamente tentaram se casar com o Italo, com os vocais disco-americanos. Eu tenho talvez mais um como este para ser lançado talvez haha, mas depois disso, eu vou me inspirar para outra parte do meu amor por esses estilos. Vamos ver como, eu ainda não sei!

E o que você mais ama no que faz?

Tanto produzir como o tocar. Eu gosto de fazer as duas coisas. Se eu apenas fizer um deles, sinto falta do outro! Então, agora, eu mal posso esperar para voltar ao meu estúdio por alguns meses.

Seus sets são sempre incríveis! Você pode nos contar suas 5 melhores faixas neste verão?

Isso pode soar um pouco egoísta, mas eu tenho a sorte de fazer parte de 3 grandes faixas neste verão, então tenham paciência comigo!

Purple Disco Machine – Dished
Weiss – Feel My Needs (Purple Disco Machine Remix)
Shakedown – At Night (Purple Disco Machine Remix)
Mele, Shovell – Pasilda
Purple Disco Machine – Body Funk (Mesmo após 18 meses de lançamento, essa música está maior do que nunca e eu toco em todos os sets!)

Você vem ao Brasil em Novembro e queremos saber: o que podemos esperar da sua turnê brasileira? Alguma surpresa?

Eu nunca fiz 3 shows no Brasil antes, para tantos fãs brasileiros. Será a primeira vez de muitos para me verem. Então, vou entregar – espero – um conjunto típico de Purple Disco Machine. Esperem muitas faixas do Purple Disco Machine, algumas edições exclusivas e mash-ups, como também, o melhor da discoteca contemporânea!

E o que mais podemos esperar do Purple Disco Machine pelo resto do ano?

Estarei lançando alguns remixes incríveis de alguns artistas do álbum Soulmatic. E um remix de um artista clássico que é muito especial no Brasil. Isso é tudo que eu posso dizer por enquanto… 🙂

Muito obrigado pela entrevista! Foi um prazer. Deixe uma mensagem para seus fãs brasileiros e esperamos conhecê-lo em São Paulo!

Assim como vocês brasileiros, eu também adoro futebol, então quero dizer o lema do meu time Bayern de Munique: “Mia San Mia“, que significa “Somos quem somos” e mal posso esperar para conhecê-los todos vocês!

Sobre Amanda Nakao

Amanda Nakao
Viciada em criar pautas para DJs e ir a shows de música eletrônica.