18 de janeiro de 2019

Conheça a brasileira que compareceu ao Zero Gravity da WCD, e o anuncio da edição de 2019

BigCityBeats, a companhia por trás do World Club Dome, festival localizado em Frankfurt, na Alemanha, assegurou uma nova colaboração com a Agência Nacional Europeia (ESA) para a nova edição do Zero Gravity em 2019.

Grandes DJs como Armin van Buuren, Steve Aoki, o duo belga Dimitri Vegas & Like Mike e o Timmy Trumpet, mandaram saudações à Estação Espacial Internacional (ISS), falando sobre o entusiasmo sobre a nova parceria do WCD e a ESA, e a missão da gravidade zero. O astronauta da ESA e comandante da ISS, Alexander Gerst respondeu:

Sou uma grande fã de música eletrônica. Bem-vindos a todos os novos fãs do espaço. É ótimo ver as mensagens de apoio ao espaço vindo dos principais Djs do mundo, fazendo-nos ver o futuro com um espírito visionário. Muito obrigado por se reunir e por organizar este evento inspirador. É meu sonho que um dia todo ser humano possa, uma vez na vida, ver nosso belo planeta vindo do espaço. Vamos todos trabalhar junto para tornar esse sonho realidade.

Ainda esse ano em fevereiro, o WORLD CLUB DOME Zero Gravity teve sua primeira missão em fazer história com 50 fãs atingindo uma audiência global de 1 bilhão de pessoas. Juntamente com a ESA, Fraport AG e a cidade de Frankfurt, BigCityBeats mostrou o que é possível quando o fascínio da ciência encontra a alegria e a diversão do entretenimento. Os grandes Djs Steve Aoki e W&W tocaram em um avião A310, com finalidade de treinamento para austronautas, em um voo de várias manobras a mais de minutos de ausência de peso, fazendo 50 pessoas emocionados em um ambiente com GRAVIDADE ZERO! Veja o vídeo abaixo:

Um dos concursos levava 1 homem e 1 mulher de cada continente. A brasileira Yeda Maria de 24 anos, de João Pessoa foi a única a representar o país e o continente.

Olá Yeda! Obrigada por nos dar essa oportunidade de conversamos com você e saber como é essa experiência mais detalhadamente. Como você acabou descobrindo da existência do concurso, e o quais eram os requisitos que pediam? Você estava confiante que iria ganhar?

Bom, eu fiquei sabendo porque eu já conhecia o World Club Dome, eu estava com meu ingresso comprado pra edição que tem em Junho. Como eu já acompanhava eles no Instagram, eu fiquei sabendo por lá a edição do Zero Gravity e decidi participar. Enfim, o requisito era mandar um vídeo de 20 segundos falando porque você deveria ganhar. Eu convenci minha amiga a fazer esse vídeo comigo, e esperei sair o resultado. 3 dias já tinham se passado depois do resultado e eu tinha até perdido as esperanças, “Ah velho, que merda, não ganhei”.
Eu estava certa que ia ganhar, porque dava para ver que o meu vídeo de longe, era melhor que os dos meus concorrentes. 3 ou 4 dias depois do previsto para anunciar os ganhadores, eu recebi um e-mail dizendo para contatá-los, porque alguém ia me ligar. O cara me ligou e explicou tudo, que eu tinha ganho, que eles iriam pagar hotel e passagem de ida e volta, mas que era preciso um exame médico (cardiograma) pra ter certeza que eu poderia participar. Imediatamente corri em uma clínica particular para fazer esse exame às pressas. Muita gente falhou em conseguir atestado a tempo ou o visto. Se eu não me engano os da África não conseguiram comparecer por causa do visto.

Chegando em Frankfurt como foi a recepção e os preparativos, e como você estava se sentindo por ser um evento muito grandioso e com grandes nomes da cena da música eletrônica pertinho de você? ]

Quando cheguei lá, estava rolando um evento para eles explicarem os detalhes, como uma palestra mesmo, a todos os ganhadores, astronautas, DJs, pessoal da organização, rádios, TVs, tudo estava sendo registrado nesse evento. Estavam esclarecendo o que ia acontecer e tudo o que eles esperavam que a gente fizesse.
Eles também nos motivavam muito, sempre lembrando o quão especial era aquele evento. Como a maioria das pessoas eram alemãs e estavam falando alemão, nós, os selecionados do concurso do vídeo, fizemos um grupinho. Então era eu, uma britânica, um alemão, um americano, que foi com a roupa toda de led, um australiano e um coreano super gente boa.
Nós éramos os outsiders, mas muito bem recebidos por todos. Até então, não tivemos nenhum contato com os DJs. Quem estava lá era W&W, o Steve Aoki só chegou no outro dia de manhã e o Armin van Buuren adoeceu e não pode comparecer. Ficamos super tristes por ele não estar lá. No final do dia, todos ficaram hospedados no mesmo hotel, muito bom por sinal que ficava próximo do aeroporto.

(Yeda Maria à esquerda)

Você ficou feliz em representar o Brasil?

Fiquei lisonjeada e me senti muito bem recebida pela galera lá. Pude mostrar ao mundo o quanto nós temos energia e como o Brasil é um país muito presente na Musica Eletrônica.
Mas uma coisa que me deixou um pouco triste foi o fato de não terem colocado a bandeira do Brasil na minha jaqueta. Como eu estava morando na Hungria, eles confundiram de qual país que eu vinha, e colocaram a bandeira da união europeia.

Antes da Gravidade Zero, o que vocês estavam fazendo, como funcionou tudo antes da experiência começar? Se pudesse definir em uma palavra para descrever a sensação que tiveste, qual seria?

A gente tem duas grandes experiências:
1. A super gravidade, que é quando você sente seu corpo mais pesado do que o normal. Nessa hora todos deitam e sentem como se seu corpo fosse umas 2 vezes mais pesado, fica difícil de levantar o braço ou a perna por exemplo.
2. A gravidade zero, que por alguns segundos, você tem a sensação de que seu corpo não possui peso algum. Ele simplesmente começa a flutuar dentro do avião, sem nenhum controle ou força agindo sobre ele. É bem difícil de explicar, você por instinto tenta “nadar”, mas seu corpo não sai do lugar. É aí que usamos a criatividade para girar, dar cambalhotas, andar no teto, fazer uma roda de pessoas e girar… Uma sensação única e curiosa. Parecia mesmo que a gente estava fora da terra hahaha. Uma palavra para descrever a sensação: Inacreditável. Pois eu jamais acreditaria que pudessem fazer uma festa com tais DJs em gravidade zero, muito menos que eu estaria em sua primeira edição.

Muitos brasileiros sonham com as festas de fora, e qual seria seu conselhos pros fãs que correm atrás de seus sonhos e objetivos, assim como você?

Se planejem. Pesquisem e coloquem os valores em um papel. Ir à um grande festival de música eletrônica não é tão difícil quanto as pessoas imaginam, se ao longo de um ano você dividir o valor total pelos 12 meses, verá que é bem alcançável.
Eu por exemplo, deixava de comer fora ou sair durante a semana, pra economizar dinheiro. O bom da Europa é que a água é de graça para todos, então eu tinha tudo que precisava para curtir o dia inteiro dançando.
Também existem maneiras de economizar, como ficar no camping, que além de barato ainda aumenta em 10x a experiência de um festival.

Confira o aftermovie da edição passada:

Matéria por: Ianne Souza.
Agradecimentos à Yeda Maria.

Sobre Redação WiR