Flakkë estreia na Dharma com “Alone (Call My Own)”

Realizando uma meta importantíssima e cheia de significados em sua carreira musical, Flakkë apresenta ao lado de Hard Lights e Alfons a track “Alone (Call My Own)”, pela Dharma Worldwide, label do gigantesco KSHMR.

Mais uma vez, a tecnologia e as redes sociais fizeram mágica para unir Flakkë e Hard Lights. “Ele ouviu alguma música minha e gostou, foi me seguir no Instagram e viramos amigos da internet. Depois de um tempo, comecei a mandar ideias de collab pra ele, mas nenhuma o agradou o suficiente pra virar uma parceria. Um dia, quando eu já estava descrente, ele me mandou um rascunho de drop, que veio a se tornar a ‘Alone’. Em uma semana a track estava pronta e com lançamento marcado”, conta Flakkë.

A mensagem do single fala sobre empoderamento e amor próprio. “A track narra a trajetória de alguém que ao tentar chamar seu “contatinho” para sair e não obter resposta, decide sair sozinha e se envolver com outra pessoa”, completa Flakkë. Já Hard Lights tem uma interpretação mais abstrata: “Ter visão é ser capaz de enxergar o sol antes que ele comece a brilhar”.

Em uma atmosfera bem carregada nos elementos ciganos e definido como um Slap House lento, Francisco Borelli, responsável pelo projeto, usou e abusou da sua famigerada sanfoninha, saxofone e violão em “Alone”.

“A faixa é um Slap House, mas com o BPM muito mais lento do que costumamos fazer aqui no Brasil. Foi um desafio deixar ela dançante e pesada ao mesmo tempo. É uma track que eu considero muito rica musicalmente e para fazê-la eu peguei muita influência de música tradicional cigana e judaica. Ela tem um baixo pesado e pontudo, um vocal que parece um coral infantil e é embalada por diversos instrumentos orgânicos”, explica.

Quando questionado sobre o seu lançamento na tão aclamada Dharma, o DJ e produtor conta o quão grande é esse feito para ele. “Quando o KSHMR veio tocar na Laroc em 2018, eu consegui entrar no camarim e fiquei uns 15 minutos conversando com ele. Nessa oportunidade ele me pediu um mashup com alguma música brasileira para tocar e por sorte eu tinha meu pendrive de DJ comigo. Passei pra ele um mashup misturando “Evidências” do Chitãozinho e Xororó e a “Iemanjá” do meu extinto projeto Gran Fran. Para a minha surpresa e a de todo mundo, ele acabou tocando o mashup e eu estava no front na hora, não consegui acreditar no que estava vivendo. Depois disso, eu lembro que me ajoelhei no chão e comecei a chorar de alegria. Desde esse dia eu coloquei como meta pessoal lançar na gravadora dele, a Dharma Worldwide”.

Como se não fosse suficiente, lançar uma colaboração ao lado de Hard Lights também é um sonho realizado para Flakkë, que sempre foi fã do DJ e produtor de “Up All Night” com Afrojack, “Umbrella” com Marnik, “Buttefly”, entre outras sonzeiras que você com certeza já ouviu por aí.

Depois de dar um check neste item na lista de desejos, o brasileiro não pretende parar. “Tenho uma collab com o Zafrir na CONTROVERSIA, gravadora do Alok, uma collab com o Ralk, com a Curol e outras surpresas que não posso contar ainda”, finaliza Francisco.

Portanto, não deixe de conferir “Alone (Call My Own)” de Flakkë, Hard Lights e Alfons pela Dharma, já disponível nas principais plataformas digitais.

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Eu sou um estudante de jornalismo apaixonado por música eletrônica, meu nome é Renan Galati, tenho 24 anos e moro em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.