21 de novembro de 2017
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Hits de Alexandre Pires, Belo e Maiara e Maraísa ganham cara nova com Zebu

Já imaginou ouvir faixas clássicas mas de uma forma completamente diferente ? Conheça Guilherme Pereira, produtor musical de 23 anos responsável pelo projeto Zebu , batemos um papo com ele para saber mais sobre seu trabalho tão único e diferente na cena atual, confira a seguir.

WiR: Como começou sua carreira na música ?

Minha “carreira” (boto entre aspas porque carreira em teoria dá dinheiro né? hahahaha) na música começou em 2008 quando eu entrei de guitarrista na minha primeira banda, chamava Made In Mars e tocava um rock/pop meio Paramore, era o que bombava na época. Em 2010 eu tocava guitarra em outra banda, essa chamava Guaritaz e ela basicamente tentava fazer o que o meu projeto faz hoje (só que não no eletrônico), que era basicamente tocar coisas que ninguém mais nessa vibe toca. A banda se perpetua e eventualmente eu ainda toco guitarra em alguns rolês, mas o projeto Zebu mesmo começou em 2015, quando eu decidi fazer alguns mashups bobos, bem estilo meme mesmo. Um ano depois eu estava ouvindo muito Flume, Odesza e tava muito a fim de arriscar uma parada assim, mas tinha um pouco de medo porque minha técnica era bem precária pra fazer bass ainda. Foi por isso que eu peguei uma música do Belo, inclusive meio under pro público geral, porque eu imaginei que ninguém reclamaria de eu fazer um remix dela, eu AMAVA essa melodia e mesmo se fosse ruim pelo menos era inusitado…foi assim que em novembro do ano passado eu resolvi me lançar mesmo, soltando essa música com o vocal de um amigo e as piores saws da história do future bass nacional.

WiR: O que levou você a produzir/remixar faixas tão nostálgicas como “Essa Tal Liberdade” de Alexandre Pires e outras nem tão antigas assim como “Medo Bobo” de Maiara e Maraísa ?

Meio que tem muito a ver com a minha personalidade. Eu gosto disso, eu gosto de misturar coisas inusitadas e eu sou muito fã de música pop. Mas acho que a galera da música eletrônica no geral tem bastante fãs que estão se comportando como os famigerados roquistas : só o que eu escuto , só o que é underground é bom… E eu acho isso a maior tosqueira do mundo, sinceramente. Só presta atenção em DVD de sertanejo como os bateras tocam (“Tô alucinado no som dos batera” PIRES, Alexandre), ou como as melodias simples e grudentas são tocadas por aqueles tecladistas fodidos, ou como é a construção das percussões de um pagode clássico desse… Eu musicalmente gosto de tudo isso, é popular e tem uma preocupação com o arranjo, então sou muito viciado nessas músicas, é isso que eu escuto grande parte do tempo… Não tinha como eu fazer música eletrônica e não ir pra esse lado.

WiR: Como você reagiu ao ver Medo Bobo no ranking de As 50 Top virais do Brasil, no Spotify?

Cara, quando eu vi que estava em 2o do Brasil eu sinceramente fiquei meio desacreditado (a primeira era Deu Onda)…meio que eu senti como se eu tivesse passado uma etapa, mas pra mim ia parar ali. No dia seguinte eu acordei e estava em primeiro, aí foi animal, tipo eu tive um dia genuinamente feliz mesmo. Já quando eu vi que estava em quarto lugar DO MUNDO , eu fiquei uns 15 minutos atônito, sem brincadeira hahahaha não sabia reagir eu ficava só olhando a playlist pra checar se era de verdade a cada minuto.

Em quem ou como você se inspira ?

Na questão musical tenho escutado muito Flume, Major Lazer, DROELOE, e também to escutando bastante Tony Bennet, as baladas do Elvis, Bruno Mars, o novo do Calvin Harris, principalmente com foco nas melodias melosas e não óbvias. Isso é algo que me martela sempre : porque essa música não é óbvia? Como fazer minhas músicas não serem óbvias? Toda vez que eu abro o ableton eu faço uma sessão só com a acapella e fico tocando piano ou guitarra por cima tentando fazer uma parada musicalmente não óbvia (claro que sempre a linha do vocal tem uma limitação, e eu tocando também – bastante rs ), e esses caras, essas baladas, o soul dos anos 80 me inspiram demais nisso.

Já na questão de carreira tô sempre de olho no Alok, na Anitta…são pessoas que souberam subir suas carreiras do jeito certo aparentemente, e bem recentemente né, foi uma evolução que é visível demais e acho que tem muito pra aprender ali. Ser artista não é limitado a fazer música, ultimamente, você tem que construir sua marca, sua identidade visual. Claro que a música tem que ser sempre o foco mas é difícil conseguir chegar no mainstream sem se preocupar com essas coisas. E esse é o foco hahahaha

Defina seu trabalho, pra galera que nunca ouviu Zebu.

Difícil essa hahaha o arranjo é ok, a mix é ruim, os timbres bem mais ou menos e a master é osso! Brincadeira. Basicamente minhas músicas são uma tentativa de fazer música eletrônica romântica/pop em português sem soar tosco (foco no tentativa por hora).

WiR: O que esperar do Zebu para 2017?

Estou estudando outras formas de apresentar os conteúdos, eventualmente algo mais live , usando launchpads/pads. Alguns remixes para alguns artistas já renomados em trâmites, e com certeza músicas originais. Não dá mais pra ficar vivendo só de remix.

WiR: Quais os próximos lançamentos ?

Dos que eu posso falar alguma coisa, tem um remix de Latino e mais um clássico do FEMINEJO no forno.

Conheça mais sobre Zebu.

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Sobre Claudio Ferreira

Paulista, 20 anos, amante da música eletrônica e suas demais vertentes. Cursando produção musical na Make Music Now.