18 de setembro de 2019

Swedish House Mafia: Um novo começo

Swedish House Mafia é e sempre será sem dúvida uma referências. Por muitas vezes eles são apontados como os pioneiros da mais recente onda de popularidade para todos os gêneros.

Todos os 3 membros tiveram um sucesso considerável individualmente, cada um com suas próprias gravadoras e colaborações que caracterizaram um extenso catálogo de uns com os outros, e remixes de materiais de um dos outros. É possível dizer que se o SHM não tivesse sido criado, Axwell, Sebastian e Steve ainda estariam produzindo uma série de músicas de alta qualidade. Embora seja difícil negar, SHM é definitivamente a opção que todos nós provavelmente preferimos.

Amigos por quase uma década, tecnicamente havia um quarto membro no grupo em sua criação. Eric Prydz foi muitas vezes no estúdio durante os primeiros dias, com os 4 desenvolvendo suas técnicas e compartilhando conhecimentos, bem como produção inicias. Apesar de cada um ter seu sub-gêneros de interesse, eles passavam muito tempo juntos naquela época, e isso fez com que uma característica que, sem dúvida, ainda define todos eles hoje surgisse – qualidade.

O medo de voar e sua natureza perfeccionista e quase obsessiva dentro do estúdio, levou Eric a tomar uma direção diferente que convinha mais com seu estilo de vida e personalidade, ao contrário da natureza do SHM.

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Enquanto um supergrupo não era uma coisa nova para a cena da EDM, o trio sueco tinha uma riqueza de emoção ao seu redor, especialmente após seu primeiro lançamento: “Leave The World Behind“, em colaboração com o colega e já veterano Laidback Luke. Depois de encontrar consolo na Polydor Records, o grupo foi de força à força, tornando-se os caras do progressive house. Apesar do grupo ter um pouco mais de 3 anos, eles ganharam muita notoriedade e por isso era difícil de imaginar um futuro diferente para cada um deles. Depois de dois álbuns, vários singles e um documentário sobre a última turnê que terminaria no último dia do Festival Ultra Music, o estilo de vida exigente e intenso influenciou na química entre os amigo e do grupo.

O documentário do grupo em 2014, também chamado de “Leave The World Behind”, deu aos fãs uma visão do dia-a-dia de Steve, Axwell e Ingrosso, bem como a natureza insustentável que caiu sobre o grupo. Eles quase foram bem sucedidos .. QUASE.

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Então, onde eles estão agora? Bem, a menos que você estiver vivendo em uma caverna sem qualquer interação com o mundo exterior, você ainda consegue ver os 3 diversos festivais, ouvindo suas músicas no rádio e lançamento de álbuns. Só que desta vez são álbuns ‘próprios’ e são introduzidos como Axwell ^ Ingrosso e Steve Angello.

Angello foi o primeiro a se destacar, sua gravadora, a SIZE, celebrou o seu 10º aniversário com uma jogada de marketing marcada pela liberação de seus primeiros 100 singles de graça, ele parecia saborear e prosperar no novo ambiente independente. Família sempre foi o principal para Angello, com mais liberdade que antes, sua rotina sempre foi relacionada para essa prioridade. Ele também se permitiu trabalhar com novos artistas que lhe chamaram atenção, como Dougy do “The Temper Trap”, bem como ter mais tempo como mentor em sua gravadora, ajudando novos e velhos artistas como seu irmão AN21, Arno Cost and Still Young. Toda essa liberdade permitiu que Steve realizasse objetivos em sua carreira, como seu álbum de estreia ‘Wild Youth’.

Angello também mudou sua gestão, fechou parceria com Scooter Braun (que também gerencia Martin Garrix e Justin Bieber) no início da vida após a SHM. Após desentendimentos com sua gravadora anterior em relação a um álbum, Steve corajosamente perguntou quanto eles já tinham gasto com seu desenvolvimento, assinou um cheque para o referido montante, e foi embora. Uma curta seqüência de eventos que reflete o quanto ele se preocupa com o seu trabalho.

Agora lançando sob sua própria gravadora, com uma data de lançamento adiada para o final do verão, os fãs tiveram um gostinho em relação ao que esperar do álbum com o lançamento de “Children Of The Wild” no início deste mês. Com a colaboração de Angello e as incríveis habilidades de Mako também se destaca um exemplo de incentivo puro de Steve, onde ele direciona toda renda para fundação “Save The Children“, uma jogada de muita humildade se pensar que é uma indústria conhecida por despesas elevadas.

Integridade é algo cada vez mais visto com Steve desde SHM. Não quer dizer que não estava lá antes, mas suas crenças e paixões pessoais tornaram-se mais vocalizado e colocados em prática. Agora, com uma carreira bem sucedida, o dono da SIZE começou a promover um estilo mais motivador, jovem, refletido em seus lançamentos como artista solo e as IDs dentro de seus sets. Seu objetivo é nunca repetir um set, e esforçar-se para criar algo único, é algo que Steve assumiu com grande orgulho para ser visto como exemplo de liderança, estabelecendo um desafio tranquilo para os artistas novos e estabelecidos na indústria.

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A perspectiva “de volta às raízes” também tem sido adotada por Axwell e Ingrosso. Após o SHM, a dupla encontrou as suas ambições para o próximo capítulo de suas carreiras, levando-os a formar um duo, um inesperado, mas emocionante movimento para os fãs em todo o mundo. O gosto de Axwell e Ingrosso pela música é muitas vezes bastante semelhante, com ambos tendo um amor para hinos de festivais, clubes e instrumentos tradicionais. Elementos que procuraram incorporar em seu próximo álbum sob o rótulo Def Jam.

Depois de desenvolver seu novo som e material, o duo estreou no Governors Ball 2014, com a sua introdução destacada na BBC Radio 1 show de Zane Lowe, não é um mau lugar para começar, mas, novamente, inesperado para artistas desse calibre. Sua interação tão cedo com o mercado americano também reflete o estado atual que a popularidade EDM tem na América do Norte, algo que o SHM foi em grande parte responsável. Miami Music Week foi um grande teste de caráter e material para a dupla, começando com um set íntimo em Nova York, testando as águas com seu novo material, antes de ir para Ultra Music Festival e ser indiscutivelmente um das 5 melhores apresentações do festival. Steve também está nesse lista.

A exclusão de suas páginas individuais no Facebook também manifestaram o seu compromisso com o novo projeto e do próximo álbum. Seu primeiro single “Cant Hold Us Down” reflete seu desempenho como produtores e a abordagem mais artística que todos os membros do SHM estão tomando com o novo material. Trabalhando com colaboradores freqüentes Salem Al Fakir e Vincent Pontare, assim como Angello, a dupla aumentau o seu trabalho com uma ampla variedade de artistas de vários gêneros e origens musicais, mais notavelmente Pharrell e Pusha T.

O lançamento de “Something New”, “On My Way” e “Sun Is Shining” reforçaram as suas capacidades e credibilidade, além de mostrar uma abordagem mais variada na produção de seu álbum, com todos os 5 lançamentos até agora variando entre festivais, clubes e rádios. Em comparação com o SHM, as faixas possuem um foco mais refinado sobre os sons instrumentais, refletindo a valorização do duo para sons tradicionalmente gerados.

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Ambos têm extensa interação nas redes sociais, e muitas vezes apresentam seus vídeos, destacando suas interpretações nos personagens principais na série de duas partes de “On My Way” e “Can’t Hold Us Down”. Com olhos para cada detalhe dentro de seus sets, com um período prolongado de coordenação para reforçar o elemento visual de seus shows, seja em clubes ou festivais.

Enquanto eles foram para diferentes caminhos, virando um novo capítulo em suas carreiras, é dizer que juntos como parte do SHM conquistaram um status lendário dentro da cena. Dando-lhes uma nova plataforma para suas carreiras, com uma liberdade artística e com muito menos pressões de negócios ao redor deles. Os papéis independentes e mais influentes que eles se encontram trouxeram um momento interessante para o seu futuro, e com as primeiras impressões deixadas durante esse trajeto, os fãs só podem imaginar as possibilidades.

Através do SHM o trio ganhou sucesso no mainstream, mas também o respeito, para que eles alcancem não só musicalmente, mas aumentando a identidade de gêneros dentro da indústria da música. A EDM estava em ascensão, mas o aumento de popularidade, com shows esgotados na Índia como um exemplo disso, era algo que ninguém realmente esperava no início. Não há sangue ruim também, há uma grande consideração e respeito, de fato, para o que o outro está fazendo. Eles são muitas vezes vistos juntos quando seus horários coincidem, uma ocorrência reconfortante para muitos de seus fãs.

Todos os três têm afirmado que o SHM havia se superado, se comparando com os dinossauros de milhões de anos atrás. Mas, como os dinossauros, a perspectiva de seu possível retorno, como um coletivo ou como indivíduos tem nos feito esperar com temor de que seja um final de ano muito emocionante, de fato.

Sobre Yohan Augusto

Yohan Augusto
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