Técnicos de eventos fazem manifestação em São Paulo

Neste domingo (2) aconteceu a Passeata com Cases, uma forma de protesto dos profissionais do entretenimento que produzem todas as festas possíveis ao nosso redor cujo são técnicos de som, luz e imagens de eventos. Sem toda essa equipe de produção por trás, um evento nunca iria conseguir acontecer e funcionar com sucesso.

A Passeata aconteceu entre os arredores do Parque Ibiraquera e terminou na Assembleia Legislativa de São Paulo. Todos os participantes levaram suas cases que usam para trabalho (onde guardam equipamentos de montagem de shows), respeitando o uso de máscaras, distanciamento social, distribuição de álcool em gel, e também levando cartazes pedindo ajuda. Há mães desempregadas, famílias em dificuldades financeiras, freelancers sem emprego pois sem eventos não há renda para eles. Os profissionais reivindicam por um plano emergencial onde também revejam leis para o setor, diferente protocolos durante a pandemia.

Segundo os organizadores, a pandemia do coronavírus trouxe “o verdadeiro pesadelo do apagão”. A reivindicação do grupo é por um plano emergencial para a categoria e pela revisão das leis para o setor, que “não mais atendem a realidade e necessidades da Área Técnica”.

“Somos os profissionais que ninguém vê, mas, sem o nosso trabalho, nenhum artista sobe ao palco, nenhuma marca apresenta o seu produto, nenhum aplauso será ouvido. Sim, nós empurramos cases, mas também fazemos o show acontecer”, escreveram os profissionais em um manifesto.

Um de vários cartazes diz: o setor gera R$ 980 milhões na economia e mantém R$ 25 milhões de empregados. “Quem é freelancer não tem nada”, também lembraram os manifestantes. “Eu mãe de 2 filhos, preciso de ajuda”, diz um dos cartazes na passeata. O setor de shows foi o primeiro a parar e é previsto para ser o último a retomar, por conta da preocupação com aglomerações sociais.

O que eles reivindicaram nessa passeata?

Segundo o G1, as principais reivindicações dos manifestantes foram:

  • definição dos protocolos de segurança para a retomada do setor ao trabalho;
  • auxílio emergencial até o fim do estado de calamidade pública ou até que seja autorizada a realização de eventos;
  • cursos de capacitação para os profissionais, de modo que possam atuar como trabalhadores formais;
  • criação de um Comitê de Eventos no Conselho Nacional de Turismo para identificar e discutir questões do setor de eventos;
  • criação de uma linha de crédito voltada para o setor de eventos, visando, principalmente, o pagamento da folha de salários e das despesas das empresas.
Foto: Reprodução/Instagram @appleproducoes

Matéria por: Ianne Souza e Clênio Martins.

Clênio Martins

Mineiro, amante de música eletrônica na suas variadas vertentes.