
Poucos artistas da música eletrônica brasileira conseguiram construir uma identidade tão reconhecível quanto Illusionize. Por trás do projeto está Pedro Mendes, DJ e produtor que transformou sua relação com a música em uma experiência que vai muito além dos decks, combinando graves marcantes, house, elementos experimentais, estética visual e uma presença de palco que se tornou parte fundamental de sua assinatura.
Uma assinatura construída a partir dos graves
Desde o início de sua carreira, Illusionize se destacou por não seguir uma fórmula convencional. Sua música é construída a partir de uma combinação de house, bass e elementos experimentais, criando faixas que podem ser reconhecidas tanto pela pressão dos graves quanto pela atmosfera que desenvolvem.
A própria Insomniac, uma das principais empresas do entretenimento eletrônico mundial, descreve Illusionize como um dos artistas mais originais da cena brasileira, destacando sua identidade carregada de graves e sua capacidade de incorporar novos elementos às apresentações.
Essa característica ajuda a explicar por que o brasileiro conquistou espaço dentro e fora do país. Em seus sets, a preocupação não está apenas em manter a pista em movimento, mas em construir uma experiência. Música, iluminação, elementos visuais e presença de palco fazem parte de uma mesma linguagem.
É uma abordagem que transforma Illusionize em um artista facilmente identificável dentro de uma cena cada vez mais ampla e diversificada.
O álbum “11” e uma nova fase
Um dos momentos importantes dessa evolução aconteceu em 2025, com o lançamento do álbum “11”.
Lançado em 11 de julho de 2025 pela gravadora This Is Not A Label, o trabalho reúne 11 faixas e representa uma fase mais introspectiva e madura de Pedro Mendes. Segundo a apresentação oficial do projeto, o álbum foi concebido como uma espécie de carta aberta ao público, reunindo experiências, aprendizados e sentimentos vividos pelo artista ao longo dos anos.
A obra também mostra uma faceta mais ampla de Illusionize enquanto produtor. Embora o peso e a energia continuem presentes, “11” abre espaço para uma abordagem mais emocional e sensorial, reforçando a ideia de que a identidade do artista não está limitada a um único gênero ou fórmula. Essa capacidade de transformação é justamente uma das características que sustentam sua longevidade.
Sua presença no festival coloca Illusionize novamente diante de uma das maiores plataformas de música do país e reforça o espaço que a música eletrônica brasileira conquistou dentro da programação do Rock in Rio.
No dia 13 de setembro, a Cidade do Rock será palco de mais um capítulo dessa história. E, para Illusionize, a apresentação representa a oportunidade de mostrar que a música eletrônica brasileira não apenas acompanha as transformações da cena global — ela também cria suas próprias tendências, linguagens e experiências.

