13 de dezembro de 2018

Às vésperas de lançamento pela Warner, Darick Gyorgy falou com o Wonderland in Rave

Uma das combinações mais difíceis de serem balanceadas no universo da música eletrônica diz respeito à construção de um perfil sonoro experiente ao mesmo tempo que jovem do ponto de vista criativo. Nesse aspecto, Darick Gyorgy goza de uma posição confortável, já que a música faz parte de sua vida desde muito cedo e agora ele se encontra no momento mais maduro de sua carreira.

Ao longo de sua jornada profissional, Darick conquistou lançamentos importantes por selos do calibre de Get Physical e Toolroom. Tais experiências garantiram a ele uma série de aprendizados decisivos para seguir um caminho de consistência e relevância dentro deste competitivo universo que é a dance music. Nos últimos 2 anos, Gyorgy encarou uma jornada de studio sessions no Brasil e na Holanda, a fim de concluir seus novos trabalhos para o estúdio. Pouco a pouco os resultados desse trabalho começam a ganhar a luz do dia.

Um deles está confirmado para Dezembro, quando Darick Gyorgy estreia no catálogo da major label Warner com o single Keep on Dancing, uma colaboração com Chad Gerber. Antes deste lançamento oficial, convidamos o DJ e produtor brasileiro para um bate-papo exclusivo.

1 – Olá, Darick! Tudo bem? Tenho acompanhado um pouco da sua rotina nas redes sociais e há bastante trabalho no estúdio, não é mesmo? Quais são os principais projetos que você está trabalhando?

Ola, tudo ótimo! Obrigado. Tenho trabalhado muito no estúdio nos últimos tempos, não somente nas minhas músicas, mas também auxiliando outros artistas.

Terminei meu primeiro álbum, mas estou pensando em divulgar alguns singles antes. Gravei os vocais  em sessões de estúdio em Amsterdam e Los Angeles. Não vejo a hora de poder soltar.

2 – Seu último lançamento, Think About It, conquistou números bem interessantes nas plataformas digitais, mesmo tratando-se de um free download. O que levou você a lançar essa faixa de forma independente?

Essa faixa estava pronta há algum tempo junto com algumas outras, como não havia enviado para nenhuma gravadora, resolvi presentear quem curte meu trabalho com o free download. Em breve tem mais!

3 – Sua carreira revela um artista preparado para se comunicar musicalmente com diferentes tribos. De uma forma geral, como você lida com essas questões de underground e mainstream?

Acredito que o underground e o mainstream nunca estiveram tão próximos como nos últimos anos.

A popularização do techno, entre outros acontecimentos, como DJs de Edm tocando tech house e artistas do circuito underground ganhando espaço nos main stages, representa que a cena está evoluindo e o público está aceitando melhor as mudanças e também outros estilos

Muitas dessas mudanças que hoje são consideradas comerciais foram tocadas em clubs underground antes de ganharem esse status. O mais importante é termos musica boa circulando na cena.

4 – Sabemos que um dos seus próximos lançamentos sairá pela gigante Warner Music. Pessoalmente e profissionalmente, o que representa pra você trabalhar com uma major?

E de uma grande importância, tanto pessoal como profissional, estar entrando para o catálogo da Warner Music. Acredito ser o começo de uma nova fase na minha carreira, estamos negociando mais releases e acabei gostando da ideia de trabalhar com majors. Então já posso antecipar que vem mais novidades nesse sentido.

5 – É nítido que a house music possui um papel muito importante na sua formação. O que você destacaria de mais especial entre as características do estilo?

Sem dúvidas está entre meus estilos musicais preferidos – uma das principais vertentes da música eletrônica, se não a mais. Trata-se de um estilo atemporal, que pode estar em alta ou baixa, mas sempre terá seu espaço.

6 – Após anos de carreira e uma experiência bastante significativa no cenário nacional, fica relativamente falar sobre o seu perfil sonoro. Mas e quando você começou? Havia a preocupação de se criar uma identidade ou tudo era feito de uma forma mais orgânica?

Foi tudo fluindo de uma forma orgânica. Ainda estou me descobrindo e essa evolução faz parte da vida.

7 – Para finalizar: se você pudesse escolher um DJ para um b2b e um produtor para uma collab, quais seriam os escolhidos? Obrigado!

Para uma collab escolheria o Daft Punk. Agora para um back to back, seria o Solomun.

Sobre Yohan Augusto

Yohan Augusto
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