Belo Horizonte é mundialmente conhecida como a capital do boteco, da alta gastronomia e das belas paisagens naturais. Nos últimos anos, porém, uma nova marca vem reconstruindo a forma de curtir a noite na capital mineira.
Criada em 2021 pelo mineiro Rod Brito, a Red Room nasceu com o propósito de oferecer uma experiência imersiva e inovadora para o público através da música eletrônica. A ideia surgiu após a pandemia, quando o produtor decidiu fazer um espaço onde as pessoas pudessem se conectar por meio de uma lineup selecionada e um bom sistema de som. “As festas que rolavam na Europa contavam com uma infraestrutura superior das que aconteciam aqui. Resolvi então criar um ambiente na qual o pessoal conseguisse apreciar a música de uma forma diferente”, explica Rod.
Em 2023, dois anos depois do primeiro evento, a label que tinha sido projetada para acontecer inicialmente em Minas Gerais, chegou no estado de São Paulo, elevando o nome da marca para outras cidades do país. Hoje a Red Room conta com edições em Curitiba, Rio de Janeiro e Balneário Camboriú. Segundo Rod, o intuito é expandir a festa para outros lugares do Brasil. “Onde tiver pessoas que gostam de música eletrônica e queiram vivenciar novas experiências, estaremos presentes para proporcionar o melhor evento possível”, comenta.

Hoje a label possui convite para realizar edições em San Diego, Ibiza e Nova York. Enquanto isso não acontece, a empresa mineira segue mostrando seu conceito audiovisual e estético para os fãs de música eletrônica espalhados pelo país.
Pensada para suprir a ausência de festas que aconteciam na capital, a Red Room atua como uma empresa 360º, funcionando como uma produtora de eventos, agência e selo musical. A label já produziu músicas com artistas brasileiros e até internacionais. De acordo com Rod, a intenção é fazer lançamentos massivos este ano.
“Ainda quero realizar um festival em 2027, com três palcos, dando a oportunidade para todos os DJs que passaram pela gravadora tocarem aqui”, afirma o CEO.
Há seis anos no mercado, a produtora já trouxe Jessica Brankka, Gui Boratto, Jan Blomqvist e outros artistas importantes para Belo Horizonte. Rod avalia que a cidade tem conseguido atrair grandes eventos, em função do bom trabalho desempenhado por alguns clubs do município. “Essas festas sempre aconteciam. Vivemos uma determinada época em que as raves eram bem comuns, e hoje estamos em uma fase muito legal com eventos relevantes rolando aqui”, destaca.
Após um período de instabilidade devido a alta do dólar, há 10 anos atrás, a música eletrônica nacional amadureceu com vários artistas despontando na cena. Hoje, quatro brasileiros ocupam a lista da DJ Mag, o principal ranking do segmento no mundo. Para o mineiro, os grandes produtores desejam tocar aqui, devido ao crescimento do gênero nos últimos anos. “A cena da música eletrônica no Brasil se fortaleceu muito em virtude do carnaval e do ano novo. Tem uma turma bacana que tem representado o país mundo afora”, ressalta Rod.
Fundador de uma das principais labels de Belo Horizonte, Rod Brito ressalta que o objetivo da produtora agora é realizar o máximo de eventos possíveis, dentro e fora do Brasil. “Nosso grande objetivo é tocar em todas as capitais do país e levar um pouco do que eu acredito pro público” enfatiza.
Com a finalidade de promover a inclusão por meio de seus eventos, a Red Room tem data marcada para realizar shows em Brasília, Rio de Janeiro, Curitiba e Recife. Brito ainda reforça o compromisso da label com o público.
“Somos um espaço inclusivo, tem espaço para todos. Não importa o gênero, a classe social, apenas se os princípios estão alinhados com aquilo que a gente acredita”, diz o produtor.
À Wonderland In Rave, Rod agradeceu a todos que já compareceram no evento e deu um recado aos leitores. “Se você acredita no que está fazendo, continua. Caso for algo legal, você terá a oportunidade de tocar e seguir seus sonhos”, finaliza.
