18 de dezembro de 2018

DGTL São Paulo realiza 1ª edição sem carne

Conhecido por muitos como um festival europeu de música eletrônica, onde os principais nomes do cenário nacional e internacional são esperados a cada edição, também se torna expressivo ao abordar questões sobre sustentabilidade, um dos principais pilares do festival ao lado da música e das artes visuais.

Desde o surgimento do label em Amsterdam, em 2013, o DGTL já adotava politicas de conscientização pelas cidades por onde passava. Algumas delas, como o incentivo a reutilização do mesmo copo de bebida, ou o tratamento da urina coletada dos banheiros para ser tratada para virar adubo, já estão sendo vistas em outros eventos dentro e fora do Brasil.

A novidade para esta edição é o Meat Free, ou edição sem carne, onde a ideia é conscientizar as pessoas que evitar o consumo de carne não é uma iniciativa apenas em prol dos animais e sim do meio ambiente. O que a maioria não sabe é, que 18% das emissões globais de CO2 são causadas pela produção de carne, número maior se comparado a todo setor de transportes do mundo, por exemplo. E que para se produzir 1Kg de carne bovina, são gastos 15.400 litros de água, e chega a alcançar um total de 13.3Kg de emissões de CO2. Esta mesma quantidade de gás carbônico é
liberada ao queimar seis litros de gasolina.

Este problema se torna ainda mais grave quando se fala na produção de ingredientes de origem animal, que envolve em média 58% das emissões de CO2 de todo o Planeta – sendo 39% através da carne (bovina, suína, frango e peixe) e 25% para a produção de produtos lácteos e ovos.

Além de reduzir a emissão de CO2, evitar o consumo de carne gera uma economia de grandes quantidades de água doce, ajuda a reduzir os gases do efeito estufa e evita a destruição do solo superficial e floresta tropical – o que
minimiza a destruição de habitats da vida selvagem e espécies ameaçadas, reduzindo também o uso de antibióticos e a resistência aos mesmos. Isso sem falar na questão da saúde das pessoas, cada vez mais importante nos dias de hoje.

Ao adotar a política de não servir carne animal durante todo esta edição, o DGTL reduz as emissões de CO2 relacionadas a alimentos em até 40%.

Para não deixar ninguém com fome ou com vontade daquele tradicional hambúrguer, o DGTL São Paulo selecionou diversos expositores que servirão comidas criativas das mais diferentes espécies e culturas, disponíveis durante
toda a programação do festival.

Vale lembrar que o DGTL tem como uma das principais metas, tornar o festival 100% sustentável até o ano de 2020.

Sobre Yohan Augusto

Yohan Augusto
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