23.2 C
São Paulo
quarta-feira, fevereiro 4, 2026

O que podemos falar sobre a curadoria de artistas nacionais no Lollapalooza Brasil ?

Faltam menos de dois meses para o Lollapalooza Brasil e a edição de 2026 chega reforçando a força da curadoria e o compromisso do festival com a diversidade artística. Ao longo dos dias 20, 21 e 22 de março, o Autódromo de Interlagos recebe um line-up que reúne mais de 70 atrações nacionais e internacionais, 18 deles se apresentando pela primeira vez no Brasil. O cartaz também inclui cinco dos 15 nomes mais pedidos pelo público. Ao lado de headliners globais como Sabrina Carpenter, Tyler, The Creator, Lorde, Skrillex, Deftones e Chappell Roan, o evento segue ampliando espaço para artistas que representam diferentes territórios e momentos da música contemporânea.  

Essa construção reflete a essência do Lollapalooza Brasil como uma plataforma de descoberta e consolidação de talentos. Quando o assunto é música brasileira, a presença de artistas nacionais no cartaz vai além da representatividade: ela traduz uma curadoria que entende o festival como um espelho do que está sendo produzido hoje no país, porém, sem ignorar a rica herança musical do Brasil, conectando novas vozes, projetos autorais e cenas independentes a um palco de projeção internacional.

Analisando o Palco Eletrônico podemos ver artistas nacionais que abrangem diversos estilos diferentes e que vão trazer experiencias únicas para o festival.

Pelo lado da house music é impossível não destacar Aline Rocha e Camila Jun que representam o Brasil em grandes clubs e festivais por todo o mundo. Seus sets são criados com grooves bem definidos e produções voltadas à pista de dança, com lançamentos por selos estrangeiros e influencias diretas na tendencia da house music global.

Bruna Strait, por sua vez, amplia esse espectro ao transitar entre o trap, o future bass e sonoridades eletrônicas híbridas, incorporando elementos da música urbana contemporânea. Seu trabalho reflete uma geração de artistas que dialoga com a eletrônica global sem abdicar de influências recentes e experimentais.

A diversidade do line-up torna-se ainda mais evidente com MU540, produtor e DJ que estabelece uma ponte direta entre a música eletrônica e o funk brasileiro, incorporando referências de grime, drill e expressões sonoras periféricas. Sua produção adota uma lógica experimental e urbana, levando ao contexto de grandes festivais uma sonoridade que dialoga com questões sociais, território e cultura de rua, ampliando a compreensão do que pode ser definido como música eletrônica no Brasil.

Idlibra, Zopelar e Analu representam um campo mais alternativo e experimental da cena. Suas produções exploram texturas eletrônicas, fusões com elementos orgânicos, vocais e estruturas menos previsíveis, refletindo uma abordagem autoral que se distancia dos formatos tradicionais de pista.

Embora oriundo do hip hop, FBC também se insere nesse contexto ao evidenciar a crescente influência da música eletrônica sobre outras cenas musicais no país. Suas produções mais recentes incorporam batidas eletrônicas, sintetizadores e estéticas diretamente associadas à cultura de pista, ilustrando o cruzamento cada vez mais orgânico entre rap, música urbana e eletrônica.

Em conjunto, esses artistas delineiam um panorama abrangente da música eletrônica brasileira atual: plural em estilos, diversa em origens e marcada por distintas formas de produção,do estúdio doméstico às grandes gravadoras, da pista de dança ao palco principal de um festival internacional.

O lollapalooza Brasil acontece nos dias 21,22 e 23 de março. Você pode adquirir os ingressos clicando aqui.

Vinicius Pierozan
Vinicius Pierozan
not your average bald and bearded clubber.

Notícias Relacionadas

Redes Sociais

429,079FansLike
56,941FollowersFollow
6,124FollowersFollow

Últimas Notícias