23 de julho de 2019

Virada Cultural de São Paulo sem música eletrônica?

Nós paulistas, sempre nós acostumamos com a Virada Cultural sendo uma grande exponente da música eletrônica, diversos palcos, alta variedade de estilos e palcos voltados para inúmeras vertentes, como House, Techno, Bass e Psytrance. Mas, e esse ano, o que aconteceu?

Conferindo o line up desse ano de 2016, fomos pegos de surpresa, não tinha quase nenhum palco voltado apenas para eletrônica, apenas alguns para live performances e outros mesclados com hip hop e funk. Afinal, qual o motivo dessa redução e quase extinção dos palcos? Seria talvez o problema da crise financeira que o país todo vive? Talvez sim, talvez não.

DJ

Com um line up repleto de grandes atrações em diversos estilos de música, como MC Bin Laden, Ney Matogrosso, Ponto De Equilíbrio, Rashid, NX Zero, Clarice Falcão, Emicida, apenas pra citar alguns, pode-se notar que a Virada Cultural desse ano está com um line up bem eclético e até melhor do que o do ano passado. Um dos poucos palcos voltados a eletrônica é o Alfredo Issa que é mais voltado para o Synth Pop e apresentações ao vivo mesclando com eletrônica.

A revista Thump entrou em contato com a prefeitura de São Paulo, para descobrir o motivo de tamanha redução nos palcos de eletrônica da Virada e a organização respondeu:

O que está mudando é o formato dessas apresentações, substituindo o tradicional ‘palco com DJs’ para explorar outras vertentes da música eletrônica, e principalmente o live act. O palco Alfredo Issa/Beneficência Portuguesa, por exemplo, é todo voltado a artistas de música eletrônica, só que mais alternativa e com foco em apresentação ao vivo. Ou seja, é uma mudança do formato, dos palcos com DJs nacionais e gringos, que tocam por 3h cada, para outros artistas mais experimentais, live, audiovisual, espalhados pela programação da Virada.

Um evento do tamanho da Virada Cultural, que já teve um palco voltado apenas para o Psytrance, o qual trouxe atrações internacionais como Neelix, Protonica, Ritmo, Rocky, Easy Riders entre tantos outros nomes importantes e simplesmente foi retirado do evento sem maiores explicações em 2014, segundo os organizadores, não pode abandonar um dos públicos que mais vem crescendo no país, os fãs de música eletrônica.

Fonte: Thump

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