21 de novembro de 2017
zelig

Em entrevista exclusiva, Zelig afirma: “A relação em família dentro da agência é somente profissional” O duo formado pelos irmãos gêmeos Junior e Alexandre Varela é o quinto nome da série Mustache Crew

Com apenas 18 anos de idade o duo paulista ZELIG, formado pelos irmãos gêmeos Junior e Alexandre Varela iniciaram suas carreiras no Club 33 tendo como forte influência o Soul&Disco dos anos 80, House & Electronica dos anos 90 adquirido por parte de seus pais, fazendo com que sejam transmitidos nos seus sets e produções.

Produzindo músicas com profundas e poderosas linhas de baixo e grooves energéticos amados pela pista, o duo já vem tocando em grandes clubs como Laroc, Anzuclub, 2800 Club, Green Valley, Natural Forest, Amazing, DNA, Park Art e participando de grandes festivais como Spirit, Camarote Salvador e Electric Zoo.

Em meio a tanto trabalho por meio da maior agência de DJs da América Latina, a Plusnetwork, conseguimos bater um papo com o duo e você confere aqui na WiR:

Antes de qualquer coisa, parabéns pelo sucesso nas pistas e obrigada por ter aceito esse bate papo conosco! Bom, como perceptível, vocês são irmaõs gêmeos, e a vontade de trabalhar com a música era inicialmente de vocês dois, ou um gostava mais do que o outro? Conte-nos como surgiu essa vontade de se tornarem Dj, e consequentemente, um duo?

Nosso contato com a música veio muito cedo através do nosso pai, que antes de ser booker foi programador musical de várias rádios pops em São Paulo como a Jovem Pan, Metropolitana, Energia 97 entre outras, e isso fez com que sempre acompanhássemos isso de muito perto da música.

Com uns 8 anos de idade a gente curtia e dançava hip hop em festas de família, e desde cedo gostávamos muito do Chris Brown, Lil Wayne e Eminem, porém a nossa vontade de virar DJ surgiu por volta de 2014 quando começamos a ir em eventos que a Plus vendia os djs, e como todos sabem, com 14 anos a gente frequentava as festas Happy Holi, Holi One e chegavamos cedo para assistir Chapeleiro, Ftampa e Bruno Barudi em específico, e foram esses 3 artistas que nos marcaram e influenciaram na decisão do que realmente a gente queria, ser DJ.

A ideia do duo surgiu pelo fato de sermos gêmeos idênticos e praticamente gostarmos do mesmo estilo musical. Nós fizemos curso de Dj juntos na DJ Ban – mixagem módulo 1 e 2 e o curso de produção também na mesma escola.

De onde surgiu a idéia do nome “Zelig” para o projeto? Teria um contexto por trás desse nome?

O criador do nome do projeto Zelig foi sugerido pelo nosso diretor da Plusnetwork, Silvio Conchon que nos apoiou desde o início, sendo retirado de um filme de 1983, escrito e dirigido por Woody Allen. O filme, que se passa nas décadas de 1920 e 30, fala sobre Leonard Zelig, um homem desinteressante e que teve a capacidade de transformar sua aparência na das pessoas que o cercam.

Vocês já tocaram em grandes festivais como a Spirit, Camarote Salvador e o tão esperado, Electric Zoo Brasil. Qual a diferença de tocar nesses palcos, e qual a sensação em cada um deles? Qual a reação de vocês ao receber esses convites?

Tocar em grandes festivais pra gente é muito mais tranquilo porque gostamos de ambientes com muitas pessoas. Cada festa tem uma sensação diferente, pois o que motiva realmente o DJ é a reação do público diante do seu som. Já tocamos em festas pequenas com pessoas super animadas e já pegamos pistas sem vibe nenhuma, mas respondendo sua pergunta esses festivais faz com que muito mais pessoas que não nos conhecem passem a curtir o nosso som, e ficamos muito gratos com os convites para tocar.

Quando vocês estão produzindo, qual estilo de música, no geral, mais os influência? Existe algum ídolo no qual vocês se inspiram

O nosso estilo é bem definido e isso tem muito haver com as influências que pegamos com o público. Nós tínhamos a ideia de montar um projeto com a influência que pegamos sendo fãs dos 3 artistas citados acima, e agora acrescentamos neste trio o cara que fez a gente migrar para esse lance da música com o drop pesado que seria o Illusionize. Batendo esses 4 artistas em um liquidificador, surge o Zelig… Pesado, parecendo um electro com 124, 125 ate 128 bpms (risos).

Sabemos que vocês são filhos de um grande nome no mercado de vendas da cena eletrônica, o Boka. Como é essa relação “em família” dentro da agência? Ser filho de uma referência no mercado teria seu lado ruim?

A relação em família dentro da agência que temos devido ter ele como nosso pai, é somente profissional, pois ele exige de nós muito mais do que dos outros DJS. O lado ruim é que sempre temos que estar provando para galera o porque estamos aqui.

Um exemplo parecido seria como aconteceu com o técnico de voleibol Bernardinho quando convocou o próprio filho para a seleção. Lembramos que todos falaram mal sobre isso, mas a cada dia provamos lá na pista do que somos capazes, e não ligamos pra quem acha que não deveriamos estar ali.

Há algum tempo, vocês lançaram a “C’Mon” com o Kary pelo grande canal da Mix Feed, a Feature, alcançando mais de 425 mil plays no Soundcloud. Como foi o processo de criação dessa track? Vocês esperavam esse impacto positivo da galera?

A criação dessa track veio através do póprio Kary, que nos enviou a ideia da música e nós mantivemos algumas coisas originais e colocamos um drop pesado nela (nossa característica). Mandamos 2 tracks, a C`mon e Are You Ready para o Fractall, e ele acabou escolhendo a track C˜mon para lançar no Mix Feed.

O que mais nos deixou felizes nesta musica foi o fato de nomes como Gustavo Mota e Gabriel Boni terem tocado a faixa em seus shows e terem dado um bom feedback sobre a música, sendo assim, mais um sonho realizado.

Existe algum projeto novo que vocês possam dar uma prévia para a galera?

A gente tem uma track collab com uma dupla do sul chamado 2owl que inicialmente seria um remix da música deles, a Girl que inclusive o Illusionize toca nos seus shows. Nós não decidimos se vamos lançar como remix ou vamos por o nome Girl – Part 2, porque estamos tocando em nossos shows e estamos começando a olhar com mais carinho para o lado do Spotify, com isso, iremos buscar mexer com músicas com mais melodia e vocal para soltarmos em 2018.

Por fim, vocês gostariam de fazer um agradecimento a galera que te acompanha?

Queremos agradecer a Deus, a nossa familia que nos apoia em tudo, e aos nossos fãs que estão crescendo muito e que nos acompanham nas viagens… E gostaria de avisar que sem vocês nada disso estaria acontecendo. Obrigado!

Comentários

Sobre Samantha Cristina

Samantha Cristina
Jornalista e redatora da equipe WiR em São Paulo. | music is our happiness