13 de dezembro de 2018

EOL Festival surpreende em sua edição de estreia no Brasil

Depois de alguns meses finalmente voltamos a USINA 5 que dessa vez hospedou um festival de origem americana tendo sua primeira edição como estréia em nossas terras brasileiras. Estamos falando do Elements of Life (EOL Festival) que desembarcou em Curitiba no sábado (10/11).

Para começar, vamos falar das primeiras impressões que notamos ao chegar na festa. Apesar de estar acontecendo outro evento além da EOL no complexo, a organização soube aproveitar bem os espaços da gigante USINA 5, ao todo foram três pistas bem localizadas e com uma estrutura cenográfica exclusiva.

O palco principal nomeado Super Club Stage ficava em um dos principais galpões da antiga fábrica que além de contar com uma ampla pista e área vip elevada também tinha fácil acesso a bares, banheiros e caixas.

Vale destacar alguns dos pontos que mais nos chamaram a atenção: O sound system. Era impossível não coçar os ouvidos com os fortes graves, o som era de ótima qualidade e bem equalizado, podemos afirmar com toda certeza que foi o melhor sound system já apresentado na USINA 5. Em meio ao cenário inédito do main stage ficava um gigante logo da EOL que ”abrigava” os headliners. Além disso, painéis de led, efeitos de iluminação e CO2 também somaram para criar um verdadeiro espetáculo!

A produção ofereceu um line up mais do que justo para as 16 horas de festa, grandes nomes da cena mundial e local foram escalados para tal missão que no final foi sim bem sucedida.

As atividades no main stage começaram com Leozinho e Leo Janeiro que revezaram em um incrível B2B de abertura, seguido por um set energético de Fernando Aragon entregando a pista para ninguém menos que o emblemático Gui Boratto, iniciou com uma intro viajante capaz de tirar o fôlego, mas talvez seu set não tenha atendido as nossas expectativas em relação as outras apresentações que já vimos do mesmo. Após uma longa sessão de prog house, entra em cena um artista que também surpreendeu fazendo sua estréia em solo brasileiro, Sharam, o iraniano que trouxe um set diversificado e vibrante do início ao fim, intercalando entre o techno e tech house ele conseguiu manter a pista cheia em suas duas horas de apresentação.

Já se aproximava das 01h30 e era com clareza a expressão de ansiedade no rosto da multidão na espera de um dos nomes mais aguardados da noite, Claptone. O DJ e Produtor alemão deu ”as caras” e foi recebido com muitos aplausos pelo público, trazendo a sua linha mais melódica e intensa do tech house, assim o artista conduziu a pista durante as suas três horas de apresentação.

Estávamos na espera de um B2B eufórico entre wAFF e Yaya, já que seriam dois artistas estreando por aqui em uma única apresentação, porém, o dj wAFF estava em trânsito entre as cidades de Corrientes e Buenos Aires (Argentina) e por conta de condições meteorológicas adversas na região houve um atraso de cerca de 15 horas para a chegada do artista em Guarulhos/SP, o que infelizmente impediu sua vinda para Curitba a tempo de se apresentar com o DJ Yaya. Assim, Yaya assumiu a pista sozinho e confiante carregando nas costas a responsa de fechar o baile com chave de ouro, e assim foi do inicio ao after.

O Life Stage ficou na responsa da label Laguna que comemorou seus 4 anos de vida comandada pelos residentes e artistas locais CANCCI, Rodrigo DP, Petri e o tradicional B2B entre CAOAK e Thariel que apresentaram o melhor da house music. Além deles, o selo Vatos Locos também apresentaram um showcase que teve início a partir das 22h, os envolvidos foram: Hector, Chad Andrews, David Gtronic, Randall M e Floog. Chega a ser admirável a produção de um festival de fora apostar em núcleos musicais locais onde os mesmos vem ganhando destaque na cena Brasileira.

Matéria escrita por:
León Pureza
Jhonathan Wesley

Sobre Clênio Martins

Clênio Martins
Mineiro, amante de música eletrônica na suas variadas vertentes.