24 de maio de 2019

Confira a nova track de Seeb, ‘Grip’, sua história na indústria da música e conselhos para produtores

Seeb, composto por Simen Eriksrud e Espen Berg, teve a carreira iniciada em 2015 e com várias nomeações e prêmios no mundo da música, conversaram com a gente sobre suas principais inspirações, importância da saúde mental na cena, sua história e sobre sua nova música ‘Grip’ com o vocal de Bastille.

A nova faixa do duo traz uma vibe bem chill, e tem tudo para ser mais um novo hit. Bastille como sabemos, tendo seu vocal super forte e difícil de não reconhecer, fez um lindo trabalho nessa nova colaboração. Confira nossa entrevista abaixo:

Quando lemos o nome ‘Seeb’ a primeira coisa que nos vem a
cabeça é ‘
I Took A Pill In Ibiza’ por causa de todo seu sucesso e quão
diferente as melodias dessa música são. Mas sabemos que Seeb é muito mais que isso, e gostaríamos de saber sobre o que Seeb é? Onde e como vocês se conheceram e depois de ‘
I Took A Pill In Ibiza’ se tornar viral, o que vocês decidiram sobre os mais novos lançamentos do projeto?

Ok, o nome Seeb é compreendido de nossas iniciais SE e EB (Simen Eriksrud/Espen Berg), nada de especial nisso haha. Quando lançamos nossa primeira música em 2015, tivemos que criar um nome e isso foi feito 30 segundos antes de ser enviado. Nós descartamos 50 nomes muitos “selvagens” e legais em uma lista que tínhamos e decidimos usar nossas inicias.

Nós se conhecemos há aproximadamente 18 anos em Oslo, quando Simen estava alugando um quarto no meu Studio e de repente percebemos que poderíamos trabalhar juntos em música, então começamos a produzir em cima de músicas de outras pessoas. Depois do ITAPII (I Took a Pill in Ibiza), fomos pegos de surpresa quando as coisas aconteceram tão rápido.

Um dia nós estávamos trabalhando no estúdio vendo essa música se transformar em um sucesso, no dia seguinte estávamos tocando no Tomorrowland na frente de 40.000 pessoas, então você poderia dizer que foi uma curva de aprendizado.

Falando sobre motivações e inspirações, vocês poderiam nos contar quais são suas maiores inspirações e motivações para continuar trabalhando na sua música?

Nossa principal motivação são nossas famílias. Eles têm nos apoiado muito desde que começamos a fazer isso e uma das outras principais razões por que fazemos isso é criar a música que NÓS queremos fazer. Foi bem libertador para a gente depois de trabalhar 15-20 anos apenas produzindo canções de outras pessoas. Nós só nos cansamos de ouvir 10 opiniões diferentes de cada pessoa em cada música.

Recentemente nos perdemos um dos maiores nomes da EDM, Avicii, qual o seu conselho para os produtores/djs para tomar conta da saúde mental e esquecer toda essa pressão? Você já pensou em desistir de tudo para cuidarem de vocês mesmos?

Nós estávamos em turnê com Avicii em alguns dos últimos shows dele, incluindo o último em Ibiza, então nós conseguimos ver toda a máquina trabalhando, por assim dizer. Foi muito triste ver como isso afetou o Avicii e, como não está sendo feito o suficiente no mercado musical para cuidar de pessoas muitas vezes jovens e sensíveis. Muitos deles frequentemente acabam recorrendo ao uso de álcool ou drogas para lidar com a imensa pressão da turnê. Isso, por sua vez, levará a problemas mentais amplificando a situação já incômoda em que você se encontra, com um monte de pessoas dependentes de você fazer o seu trabalho. Nosso melhor conselho para jovens produtores/artistas é certificar-se de que você está trabalhando com o tipo certo de pessoas e gerentes, que devem se concentrar em como VOCÊ se sente e, cuidar de VOCÊ e não de suas próprias contas bancárias. Isso acontece em muitas partes do mundo da música e dos esportes, mas muitas vezes é algo que você se esquece de levar a sério quando começa a ver o sucesso. Nunca assine contratos com pessoas de quem você não pode sair caso elas azedem. Pode tornar a sua vida um pesadelo acordado.

Alguns produtores levam anos para perceber seu estilo e para construir sua marca/seu nome. Vocês poderiam compartilhar conosco como foi a construção de Seeb e se vocês sabiam que estilo criar desde quando começaram a produzir, ou seu estilo foi construído com anos de trabalho?

Pra nós, tudo aconteceu mais ou menos sem um grande plano. Nós começamos a produzir se divertindo, fazendo remixes e todos esses
De repente, nós sentimos que estávamos fazendo algo do gênero Tropical e não foi uma escolha consciente par seguir com a gente, mas isso aconteceu mais ou menos acidentalmente. Agora, o grande desafio, e depois de ver o sucesso crescendo, foi descobrir como cuidar disso e desenvolver da maneira certa. Ainda estamos aprendendo a fazer isso.

E de onde veio a ideia de trabalhar com o Bastille?

Isso veio da banda, eles tinham uma música por aí que eles estavam tentando terminar por um longo tempo, e isso acabou sendo ‘Grip’. Entramos em contato através de nossos gerentes, enviamos alguns arquivos e percebemos que precisávamos trabalhar nisso. Começou uma linha melódica de Dan (vocalista do Bastille) e nós tentamos desenvolver a música em um território entre Bastille e Seeb.

Sobre sua nova track ‘Grip’, qual foi o maior elemento para completar a música? Enquanto vocês estavam produzindo a música, qual era o toque que estava faltando para ficar perfeito?

Foi uma certa mistura de ambos os mundos, mas achamos que a ideia melódica original que Dan tinha, poderia ser cortada e rearranjada um pouco, além readicionar uma nova seção instrumental destacando a mensagem sombria e distorcida na letra: “The devil got my arms”. Isso acabou sendo o drop e de repente teve seu pico de energia que completou a melodia original.

Não pensamos muito quando completamos a música mas tentamos tornar isso em uma criatura com seu próprio DNA mas dos dois diferentes universos musicais.

Vocês ainda possuem grandes metas e grandes planos para o futuro e novos lançamentos? E uma tour brasileira, seria legal, né?

Nós estamos com 3-4 à frente e sempre um plano pro futuro, então terão várias músicas de Seeb saindo ano que vem. Esperançosamente com umas surpresas também! E uma tour no Brasil seria muito bom e é algo que estamos trabalhando no futuro.

Para terminar essa entrevista, poderiam deixar uma mensagem para os fãs brasileiros?

Sim, nós amamos vocês e o Brasil de fato é um dos lugares que mais temos ouvintes, então se preparem para uma visita em breve.

Matéria por Ianne Souza.

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